quinta-feira, 4 de junho de 2015

UEFA Europa League 2015 - Sevilla Campeão

Após esquecer rival, Sevilla conquistou seu 5º título continental em 9 anos. Antes apenas preocupado com o Real Betis, time mudou mentalidade e com ajuda de brasileiros conquistou feito inédito na Liga Europa contra o Dnipro.

Até 2006, o Sevilla era um clube que não conquistava um título importante há 58 anos, havia disputado a segunda divisão espanhola três vezes entre 1998 e 2001 e que tinha como maior preocupação apenas superar o arquirrival Real Betis. Menos de dez anos depois da primeira taça europeia, conquistou seu quinto título continental e se tornou o primeiro time a conquistar a Liga Europa quatro vezes. Fruto de uma mudança de mentalidade iniciada com a contribuição importante de alguns brasileiros.

Em 2006, o Sevilla tinha quatro brasileiros em seu elenco: Daniel Alves, Luis Fabiano, Adriano e Renato. Contava também com Saviola e Jesús Navas. E foi Luis Fabiano que abriu o placar na goleada por 4 a 0 sobre o time inglês Middlesbrough que garantiu o primeiro título da UEFA Europa League. No ano seguinte, conquistou o bicampeonato contra o Espanyol.

A geração conseguiu mudar a mentalidade do clube. Antes, eles se preocupavam muito em relação ao Real Betis. Se terminasse a temporada por cima do Real Betis, estava bom, estava salva a temporada. Se ficasse abaixo, era um desastre. A equipe, a partir do momento que começou a vencer e a ser campeã, teve o objetivo de sempre querer algo mais. Isso fez com que o Sevilla tenha um respeito grande na Europa. Saiu de uma equipe intermediária da liga espanhola para ter esse respeito, não só dentro da Espanha, como fora.

Desde 2006 o Sevilla vem acumulando títulos. Conquistou a Copa do Rei em 2007 e 2010, a Supercopa da Europa em 2006, Supercopa espanhola em 2007 e chegando a quatro taças da UEFA Europa League, superando Juventus, Inter de Milão e Liverpool como maiores campeões.

O Jogo

Carlos Bacca chamou para si o protagonismo na decisão da Liga Europa, no Estádio Nacional de Varsóvia. Com dois gols e uma assistência, o atacante foi o herói do tetracampeonato do Sevilla, que fez 3 a 2 no Dnipro e ficou com uma vaga na Liga dos Campões. Festa espanhola com sotaque colombiano na Polônia. A consagração em Varsóvia é a recompensa para o colombiano que termina a temporada com 28 gols, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar entre os jogadores que defendem clubes espanhóis.

O favoritismo do Sevilla na decisão durou somente seis minutos. Esse foi o tempo que o Dnipro precisou para aproveitar um contra-ataque bem armado, abrir o placar e deixar claro para o Sevilla que não ia deixar passar fácil a primeira oportunidade de sua história de conquistar um título continental. Kalinic recebeu na área do brasileiro Matheus e escorou de cabeça: 1 a 0.   

A qualidade técnica dos espanhóis, no entanto, era evidente. Maior posse de bola, maior consciência do que fazer com a bola nos pés. Faltava acionar mais Reyes. Quando isso aconteceu, a virada não demorou para acontecer. Depois de uma série de escanteios, a bola sobrou para Bacca, que fez o pivô e viu o polonês Krychowiak empatar.   

Quatro minutos depois, Reyes descolou lindo passe cortando a zaga e encontrou Carlos Bacca nas costas de Douglas. Livre na frente de Boyko, o colombiano não vacilou, driblou o goleiro e colocou o Sevilla em vantagem. Na base da força e vontade, o Dnipro se soltou, até que, Rotan em falta na entrada da área, bateu colocado e empatou na descida para o intervalo.   

O Dnipro voltou para o segundo tempo em ritmo acelerado e partiu para o ataque. Konoplyanka comandava as ações ofensivas e ia bem nas arrancadas. Os chutes, porém, eram quase sempre sem direção. Paciente, o Sevilla suportou a pressão inicial e recuperou o jogo. Quase todo no campo de ataque, os espanhóis eram muito perigosos em cruzamentos laterais e escanteios, mas não conseguiam superar Boyko.   

Léo Matos deu um chutão para o alto para afastar o perigo e provocou um bate e rebate na frente da área. Vitolo foi mais esperto do que Kankava e, com um simples biquinho, deixou Bacca em excelente condição. Sem dar tempo para zaga se recuperar, o colombiano emendou forte de primeira e fez a festa. Dali para frente, o Dnipro sequer teve forças para reagir, e acabou com frustração pela perda do título.   

A esta altura, Carlos Bacca já tinha sido substituído e estava chorando no banco de reservas. Sabia que era o herói, sabia que estava na história do Sevilla. Um Sevilla que deixa Varsóvia como o maior da UEFA Europa League.


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