UEFA Europa League 2015 - Sevilla Campeão
Após esquecer rival, Sevilla conquistou seu 5º título
continental em 9 anos. Antes apenas preocupado com o Real Betis, time mudou
mentalidade e com ajuda de brasileiros conquistou feito inédito na Liga Europa
contra o Dnipro.
Até 2006, o Sevilla era um clube que não
conquistava um título importante há 58 anos, havia disputado a segunda divisão
espanhola três vezes entre 1998 e 2001 e que tinha como maior preocupação
apenas superar o arquirrival Real Betis. Menos de dez anos depois da primeira
taça europeia, conquistou seu quinto título continental e se tornou o primeiro
time a conquistar a Liga Europa quatro vezes. Fruto de uma mudança de
mentalidade iniciada com a contribuição importante de alguns brasileiros.
Em 2006, o Sevilla tinha quatro brasileiros em seu elenco: Daniel Alves, Luis Fabiano, Adriano e Renato. Contava também com Saviola e Jesús Navas. E foi Luis Fabiano que abriu o placar na goleada por 4 a 0 sobre o time inglês Middlesbrough que garantiu o primeiro título da UEFA Europa League. No ano seguinte, conquistou o bicampeonato contra o Espanyol.
A geração conseguiu mudar a mentalidade do clube. Antes, eles se preocupavam muito em relação ao Real Betis. Se terminasse a temporada por cima do Real Betis, estava bom, estava salva a temporada. Se ficasse abaixo, era um desastre. A equipe, a partir do momento que começou a vencer e a ser campeã, teve o objetivo de sempre querer algo mais. Isso fez com que o Sevilla tenha um respeito grande na Europa. Saiu de uma equipe intermediária da liga espanhola para ter esse respeito, não só dentro da Espanha, como fora.
Desde 2006 o Sevilla vem acumulando títulos. Conquistou a Copa do Rei em 2007 e 2010, a Supercopa da Europa em 2006, Supercopa espanhola em 2007 e chegando a quatro taças da UEFA Europa League, superando Juventus, Inter de Milão e Liverpool como maiores campeões.
O Jogo
Carlos Bacca chamou para si o protagonismo na decisão da
Liga Europa, no Estádio Nacional de Varsóvia. Com dois gols e uma assistência,
o atacante foi o herói do tetracampeonato do Sevilla, que fez 3 a 2 no
Dnipro e ficou com uma vaga na Liga dos Campões. Festa espanhola com sotaque
colombiano na Polônia. A consagração em Varsóvia é a recompensa para o colombiano
que termina a temporada com 28 gols, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, Messi e
Neymar entre os jogadores que defendem clubes espanhóis.
O favoritismo do Sevilla na decisão durou somente seis
minutos. Esse foi o tempo que o Dnipro precisou para aproveitar um
contra-ataque bem armado, abrir o placar e deixar claro para o Sevilla que não
ia deixar passar fácil a primeira oportunidade de sua história de conquistar um
título continental. Kalinic recebeu na área do brasileiro Matheus e escorou de
cabeça: 1 a 0.
A qualidade técnica dos espanhóis, no entanto, era evidente.
Maior posse de bola, maior consciência do que fazer com a bola nos pés. Faltava
acionar mais Reyes. Quando isso aconteceu, a virada não demorou para acontecer.
Depois de uma série de escanteios, a bola sobrou para Bacca, que fez o pivô e
viu o polonês Krychowiak empatar.
Quatro minutos depois, Reyes descolou lindo passe cortando a
zaga e encontrou Carlos Bacca nas costas de Douglas. Livre na frente de Boyko,
o colombiano não vacilou, driblou o goleiro e colocou o Sevilla em vantagem. Na
base da força e vontade, o Dnipro se soltou, até que, Rotan em falta na entrada
da área, bateu colocado e empatou na descida para o intervalo.
O Dnipro voltou para o segundo tempo em ritmo acelerado e
partiu para o ataque. Konoplyanka comandava as ações ofensivas e ia bem nas
arrancadas. Os chutes, porém, eram quase sempre sem direção. Paciente, o
Sevilla suportou a pressão inicial e recuperou o jogo. Quase todo no campo de
ataque, os espanhóis eram muito perigosos em cruzamentos laterais e escanteios,
mas não conseguiam superar Boyko.
Léo Matos deu um chutão para o alto para afastar o perigo e
provocou um bate e rebate na frente da área. Vitolo foi mais esperto do que
Kankava e, com um simples biquinho, deixou Bacca em excelente condição. Sem dar
tempo para zaga se recuperar, o colombiano emendou forte de primeira e fez a
festa. Dali para frente, o Dnipro sequer teve forças para reagir, e acabou com
frustração pela perda do título.
A esta altura, Carlos Bacca já tinha sido substituído e
estava chorando no banco de reservas. Sabia que era o herói, sabia que estava
na história do Sevilla. Um Sevilla que deixa Varsóvia como o maior da UEFA
Europa League.

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