Copa do Mundo Sub-20 - Sérvia Campeã


A seleção sub-20 viu o sonho de ganhar o sexto título mundial da categoria escapar no fim da prorrogação, com um gol de Maksimovic que definiu a vitória de 2 a 1 da Sérvia, no estádio North Harbour, em Auckland, Nova Zelândia. Mas os meninos brasileiros mostraram que nem tudo está perdido: jogaram bem, se esforçaram, dominaram a partida. Provaram que pelos próximos anos haverá alguém para jogar bem.

O técnico Rogério Micale começou um projeto às pressas, cheio de mudanças em cima da hora, conseguiu levar o Brasil à final. Por detalhes, a Sérvia, que também fez ótimo jogo, comandada pelo habilidoso meia canhoto Zivkovic, levou o título. 

Os sérvios se superaram. Disputaram a quarta prorrogação consecutiva e mostraram fôlego mesmo com boa parte deles fumando nos dias antes da partida. O triunfo teve uma: eles reconheceram a superioridade física brasileira, recuaram e esperaram o contra-ataque. Ele veio aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. E Maksimovic, livre na área, tocou na saída de Jean. 

O Brasil foi bem. Teve mais a posse de bola durante o jogo, criou mais chances. Porém, teve pouca presença na área. Ainda reagiu bem ao sair atrás no placar, quando Mandic fez 1 a 0 aos 24 minutos do segundo tempo. Andreas Pereira entrou, fez linda jogada individual e empatou aos 28. Na prorrogação, a frieza e a estratégia sérvia deram certo. 


O volante Danilo foi eleito o segundo melhor jogador do torneio, atrás do meia Adama Traoré, do Mali e o sérvio Milinkovic ficou em terceiro lugar. Rajkovic levou o prêmio de melhor goleiro, e o ucraniano Kovalenko, com cinco gols, foi o artilheiro.
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UEFA Champions League 2015 - Barcelona Campeão


O Barcelona, ​​mais uma vez, é campeão de tudo que disputou na temporada. Com um ataque de 122 gols, Eles repetiram 2009 e conquistaram, no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha, a Liga dos Campeões da Europa e o segundo triplete de sua história. Nos 3 a 1 ​​sobre o Juventus, não teve gol de Messi. Mas nem precisava. Suárez e Neymar representaram o tridente MSN em partida com emoção até o final. Rakitic abriu o placar e Morata fez para os italianos.

A taça erguida em Berlim é o quinto da história do Barcelona, ​​que iguala Liverpool e Bayern de Munique, quatro com a participação de Messi. O Juventus segue com dois e chegou ao sexto vice-campeonato. O título coroou ainda a passagem de Xavi com a camisa do Barcelona. O meio-campista se despede após 17 temporadas e 26 troféus. Luis Enrique é outro que deixa a Alemanha com um lugar na eternidade. Se como jogador nunca foi campeão europeu, cumpriu sua missão como treinador e repetiu a façanha do amigo Pep Guardiola. O Barça é o primeiro clube da história a completar dois tripletes.

O Jogo

O Juventus esperou 12 anos para voltar a disputar uma final da Liga dos Campeões. Quando o dia chegou os italianos evidenciaram desde os primeiros minutos o nervosismo e sofreram com isso. Depois de esboçar uma marcação no campo de ataque, que gerou uma finalização de Tévez e um escanteio, o Juventus foi castigado logo aos três minutos. Messi inverteu uma jogada para Jordi Alba na Esquerda, o lateral, escorou de primeira para Neymar, que segurou a bola, esperou Iniesta passar e rolou para o meia. Com a parte de fora do pé, ele presenteou Rakitic, que empurrou para o gol: 1 a 0 Barça.   

O Juventus se desesperou e tinha em Vidal seu desespero. O chileno, que tinha vacilado ao deixar Iniesta avançar livre no lance do gol, fez faltas, discutiu com Daniel Alves, recebeu cartão amarelo e saiu no Lucro por não ter sido expulso. Das 15 faltas cometidas pelos italianos nos 45 minutos iniciais, cinco foram dele, mais que todo o Barcelona: Quatro. O Barça, por sua vez, parecia disputar uma partida qualquer, natural para quem participava da quarta decisão em dez anos, e controlava as ações do jogo de sua maneira.   

Sem pressa, o Barcelona trocava passes de um lado para o outro em busca de espaços. Foi assim que uma bola chegou até Daniel Alves para finalização que parou em defesa de Buffon. Sem Chiellini, os italianos tinham dificuldade na saída de bola e não conseguiam respirar. Quando colocou a bola no chão, o ritmo melhorou e os italianos equilibraram as ações do jogo. Tévez e Pogba corriam e demonstravam vontade, mas as melhores chances caíram nos pés de Morata. Marchisio, em chutes de longa distância, foi o responsável por levar perigo ao gol de Ter Stegen.

Com o dobro de posse de bola, 67% contra 33%, o Barcelona administrava uma vantagem como se o segundo gol fosse acontecer naturalmente. A partida, com duas arrancadas de Suárez, deu alguma emoção nos minutos finais.

A segunda etapa começou no mesmo ritmo, com Suárez arrancando e dando problemas para Buffon. Aos três, o uruguaio chutou forte, de bico, mas o goleiro italiano fez outra linda defesa. Mais seguro de si, o Juventus não se abateu e partiu para o ataque. Com espaço, Messi tabelou com Neymar e chutou forte para fora.

Aos nove minutos, Marchisio, fez bonito passe de calcanhar para Lichtsteiner, na Direita. O suíço cruzou rasteiro e encontrou Tévez, que girou chutando de canhota. Ter Stegen Fez a defesa e a bola se apresentou limpo, na pequena área, para Morata empatar.

Confiantes, os italianos passaram a ditar o ritmo da partida e se mantinham no campo de ataque. Uma arrancada de Piqué para o ataque deixava claro o efeito do gol sofrido. A confiança se tornou armadilha para o Juventus que deu espaços na defesa e foi castigado.   

Aos 23, Messi avançou com liberdade, conduziu a bola até a entrada da área e chutou forte. Buffon espalmou para o lado, mas Luis Suárez escorou para o gol. O Barça novamente estava na frente. Foi a 25ª vez que o uruguaio balançou as redes na temporada.

A vantagem fez o Barça voltar a administrar a partida, e o Juventus novamente se perdeu. Por mais que adiantasse a marcação ficasse no campo de ataque, os italianos não conseguiam chegar ao gol de Ter Stegen e apelavam para bolas aéreas. A estratégia não fazia efeito. Um chute de longa distância de Marchisio foi o lance de maior perigo.

No minuto final, o Barcelona aproveitando os espaços de um Juventus desesperado pelo empate, Neymar arrancou, tocou para Pedro, recebeu de volta e chutou firme. Não faltava mais nada. O gol deixou Neymar entre os artilheiros da competição, com dez, ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo.

Neymar passa a integrar um seleto grupo de nove Campeões da Liga dos Campeões e da Libertadores, cinco brasileiros. O tridente MSN, que quebrou o recorde de gols de um ataque em uma temporada, vê ainda Messi ser o primeiro jogador a terminar a liga como artilheiro por cinco vezes, além de ser quem mais balançou as redes na história do Torneio, com 77.   

Iniesta foi eleito o melhor em campo e se tornou o primeiro jogador da história a dar assistências em três finais de Liga dos Campeões.


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UEFA Europa League 2015 - Sevilla Campeão

Após esquecer rival, Sevilla conquistou seu 5º título continental em 9 anos. Antes apenas preocupado com o Real Betis, time mudou mentalidade e com ajuda de brasileiros conquistou feito inédito na Liga Europa contra o Dnipro.

Até 2006, o Sevilla era um clube que não conquistava um título importante há 58 anos, havia disputado a segunda divisão espanhola três vezes entre 1998 e 2001 e que tinha como maior preocupação apenas superar o arquirrival Real Betis. Menos de dez anos depois da primeira taça europeia, conquistou seu quinto título continental e se tornou o primeiro time a conquistar a Liga Europa quatro vezes. Fruto de uma mudança de mentalidade iniciada com a contribuição importante de alguns brasileiros.

Em 2006, o Sevilla tinha quatro brasileiros em seu elenco: Daniel Alves, Luis Fabiano, Adriano e Renato. Contava também com Saviola e Jesús Navas. E foi Luis Fabiano que abriu o placar na goleada por 4 a 0 sobre o time inglês Middlesbrough que garantiu o primeiro título da UEFA Europa League. No ano seguinte, conquistou o bicampeonato contra o Espanyol.

A geração conseguiu mudar a mentalidade do clube. Antes, eles se preocupavam muito em relação ao Real Betis. Se terminasse a temporada por cima do Real Betis, estava bom, estava salva a temporada. Se ficasse abaixo, era um desastre. A equipe, a partir do momento que começou a vencer e a ser campeã, teve o objetivo de sempre querer algo mais. Isso fez com que o Sevilla tenha um respeito grande na Europa. Saiu de uma equipe intermediária da liga espanhola para ter esse respeito, não só dentro da Espanha, como fora.

Desde 2006 o Sevilla vem acumulando títulos. Conquistou a Copa do Rei em 2007 e 2010, a Supercopa da Europa em 2006, Supercopa espanhola em 2007 e chegando a quatro taças da UEFA Europa League, superando Juventus, Inter de Milão e Liverpool como maiores campeões.

O Jogo

Carlos Bacca chamou para si o protagonismo na decisão da Liga Europa, no Estádio Nacional de Varsóvia. Com dois gols e uma assistência, o atacante foi o herói do tetracampeonato do Sevilla, que fez 3 a 2 no Dnipro e ficou com uma vaga na Liga dos Campões. Festa espanhola com sotaque colombiano na Polônia. A consagração em Varsóvia é a recompensa para o colombiano que termina a temporada com 28 gols, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar entre os jogadores que defendem clubes espanhóis.

O favoritismo do Sevilla na decisão durou somente seis minutos. Esse foi o tempo que o Dnipro precisou para aproveitar um contra-ataque bem armado, abrir o placar e deixar claro para o Sevilla que não ia deixar passar fácil a primeira oportunidade de sua história de conquistar um título continental. Kalinic recebeu na área do brasileiro Matheus e escorou de cabeça: 1 a 0.   

A qualidade técnica dos espanhóis, no entanto, era evidente. Maior posse de bola, maior consciência do que fazer com a bola nos pés. Faltava acionar mais Reyes. Quando isso aconteceu, a virada não demorou para acontecer. Depois de uma série de escanteios, a bola sobrou para Bacca, que fez o pivô e viu o polonês Krychowiak empatar.   

Quatro minutos depois, Reyes descolou lindo passe cortando a zaga e encontrou Carlos Bacca nas costas de Douglas. Livre na frente de Boyko, o colombiano não vacilou, driblou o goleiro e colocou o Sevilla em vantagem. Na base da força e vontade, o Dnipro se soltou, até que, Rotan em falta na entrada da área, bateu colocado e empatou na descida para o intervalo.   

O Dnipro voltou para o segundo tempo em ritmo acelerado e partiu para o ataque. Konoplyanka comandava as ações ofensivas e ia bem nas arrancadas. Os chutes, porém, eram quase sempre sem direção. Paciente, o Sevilla suportou a pressão inicial e recuperou o jogo. Quase todo no campo de ataque, os espanhóis eram muito perigosos em cruzamentos laterais e escanteios, mas não conseguiam superar Boyko.   

Léo Matos deu um chutão para o alto para afastar o perigo e provocou um bate e rebate na frente da área. Vitolo foi mais esperto do que Kankava e, com um simples biquinho, deixou Bacca em excelente condição. Sem dar tempo para zaga se recuperar, o colombiano emendou forte de primeira e fez a festa. Dali para frente, o Dnipro sequer teve forças para reagir, e acabou com frustração pela perda do título.   

A esta altura, Carlos Bacca já tinha sido substituído e estava chorando no banco de reservas. Sabia que era o herói, sabia que estava na história do Sevilla. Um Sevilla que deixa Varsóvia como o maior da UEFA Europa League.


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