O Barcelona, mais uma vez, é campeão de tudo que disputou
na temporada. Com um ataque de 122 gols, Eles repetiram 2009 e
conquistaram, no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha, a Liga dos Campeões
da Europa e o segundo triplete de sua história. Nos 3 a 1 sobre o
Juventus, não teve gol de Messi. Mas nem precisava. Suárez e Neymar
representaram o tridente MSN em partida com emoção até o final. Rakitic abriu o
placar e Morata fez para os italianos.
A taça erguida em Berlim é o quinto da história do
Barcelona, que iguala Liverpool e Bayern de Munique, quatro com a participação
de Messi. O Juventus segue com dois e chegou ao sexto vice-campeonato. O
título coroou ainda a passagem de Xavi com a camisa do Barcelona. O
meio-campista se despede após 17 temporadas e 26 troféus. Luis Enrique é outro
que deixa a Alemanha com um lugar na eternidade. Se como jogador nunca foi
campeão europeu, cumpriu sua missão como treinador e repetiu a façanha do amigo
Pep Guardiola. O Barça é o primeiro clube da história a completar dois tripletes.
O Jogo
O Juventus esperou 12 anos para voltar a disputar uma final
da Liga dos Campeões. Quando o dia chegou os italianos evidenciaram desde os primeiros
minutos o nervosismo e sofreram com isso. Depois de esboçar uma marcação no
campo de ataque, que gerou uma finalização de Tévez e um escanteio, o Juventus
foi castigado logo aos três minutos. Messi inverteu uma jogada para Jordi
Alba na Esquerda, o lateral, escorou de primeira para Neymar, que segurou a bola,
esperou Iniesta passar e rolou para o meia. Com a parte de fora do pé, ele
presenteou Rakitic, que empurrou para o gol: 1 a 0 Barça.
O Juventus se desesperou e tinha em Vidal seu desespero. O
chileno, que tinha vacilado ao deixar Iniesta avançar livre no lance do gol, fez
faltas, discutiu com Daniel Alves, recebeu cartão amarelo e saiu no Lucro por
não ter sido expulso. Das 15 faltas cometidas pelos italianos nos 45 minutos iniciais,
cinco foram dele, mais que todo o Barcelona: Quatro. O Barça, por sua vez,
parecia disputar uma partida qualquer, natural para quem participava da quarta
decisão em dez anos, e controlava as ações do jogo de sua maneira.
Sem pressa, o Barcelona trocava passes de um lado para o
outro em busca de espaços. Foi assim que uma bola chegou até Daniel Alves para
finalização que parou em defesa de Buffon. Sem Chiellini, os italianos tinham
dificuldade na saída de bola e não conseguiam respirar. Quando colocou a bola
no chão, o ritmo melhorou e os italianos equilibraram as ações do jogo. Tévez e
Pogba corriam e demonstravam vontade, mas as melhores chances caíram nos pés de
Morata. Marchisio, em chutes de longa distância, foi o responsável por levar perigo
ao gol de Ter Stegen.
Com o dobro de posse de bola, 67% contra 33%, o Barcelona
administrava uma vantagem como se o segundo gol fosse acontecer naturalmente. A
partida, com duas arrancadas de Suárez, deu alguma emoção nos minutos finais.
A segunda etapa começou no mesmo ritmo, com Suárez
arrancando e dando problemas para Buffon. Aos três, o uruguaio chutou forte, de
bico, mas o goleiro italiano fez outra linda defesa. Mais seguro de si, o
Juventus não se abateu e partiu para o ataque. Com espaço, Messi tabelou com
Neymar e chutou forte para fora.
Aos nove minutos, Marchisio, fez bonito passe de calcanhar para
Lichtsteiner, na Direita. O suíço cruzou rasteiro e encontrou Tévez, que girou
chutando de canhota. Ter Stegen Fez a defesa e a bola se apresentou limpo, na pequena
área, para Morata empatar.
Confiantes, os italianos passaram a ditar o ritmo da partida
e se mantinham no campo de ataque. Uma arrancada de Piqué para o ataque deixava
claro o efeito do gol sofrido. A confiança se tornou armadilha para o Juventus
que deu espaços na defesa e foi castigado.
Aos 23, Messi avançou com liberdade, conduziu a bola até a
entrada da área e chutou forte. Buffon espalmou para o lado, mas Luis Suárez
escorou para o gol. O Barça novamente estava na frente. Foi a 25ª vez que o
uruguaio balançou as redes na temporada.
A vantagem fez o Barça voltar a administrar a partida, e o
Juventus novamente se perdeu. Por mais que adiantasse a marcação ficasse no campo
de ataque, os italianos não conseguiam chegar ao gol de Ter Stegen e apelavam
para bolas aéreas. A estratégia não fazia efeito. Um chute de longa distância
de Marchisio foi o lance de maior perigo.
No minuto final, o Barcelona aproveitando os espaços de um
Juventus desesperado pelo empate, Neymar arrancou, tocou para Pedro, recebeu de
volta e chutou firme. Não faltava mais nada. O gol deixou Neymar entre os
artilheiros da competição, com dez, ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo.
Neymar passa a integrar um seleto grupo de nove Campeões da Liga
dos Campeões e da Libertadores, cinco brasileiros. O tridente MSN, que quebrou
o recorde de gols de um ataque em uma temporada, vê ainda Messi ser o primeiro
jogador a terminar a liga como artilheiro por cinco vezes, além de ser quem mais
balançou as redes na história do Torneio, com 77.
Iniesta foi eleito o melhor em campo e se tornou o primeiro
jogador da história a dar assistências em três finais de Liga dos Campeões.