Mundial Interclubes 2015 - Barcelona Campeão


No confronto final do Mundial de Clubes, o Barcelona que tinha favoritismo, confirmou essa expectativa e venceu o River Plate por 3 a 0. Pelo que as equipes mostraram no jogo, este resultado foi justo, pois o River só equilibrou a partida no início do jogo. 

O River Plate claramente entrou na partida com o ataque adiantado, tentando prejudicar a saída de bola do Barcelona. A ideia era manter-se assim até conseguir a vantagem no placar, mas como esse estilo de marcação exige muito fisicamente de toda equipe, os espaços foram aparecendo e os catalães conseguiram criar oportunidades que acabaram no primeiro gol do Barcelona por Messi.

Por ter que correr atrás do resultado, os argentinos abandonaram a estratégia inicial e acabaram abrindo o jogo. Assim o domínio do Barcelona ficou mais claro. Porém, após ter construído o placar, os espanhóis diminuíram o ritmo, dando oportunidade para que o River criasse jogadas perigosas, mas que não foram efetivas.

Na verdade, analisando as duas equipes separadamente, ambas tinham chances de se impor e construir um placar positivo. Mas, quando o jogo começou, a superioridade do Barcelona ficou incomparável. O River para vencer não poderia ter cometido erros, ao passo que o Barcelona, simplesmente joga sem forçar nada. O entrosamento dos jogadores da equipe espanhola faz com que tudo funcione harmonicamente, até quando ocorrem erros, pois eles invariavelmente não costumam causar prejuízos no resultado final.

Neymar, por exemplo, em vários momentos do jogo, foi individualista. Como Messi e Suárez já haviam marcado gols, o brasileiro queria deixar sua marca e passou a tentar definir as jogadas ao invés de procurar o companheiro melhor colocado para finalizar o lance. Mas como o placar já era positivo para o Barcelona, este comportamento não interferiu no desempenho da equipe.

O fato de que no segundo tempo do jogo, houve maior número de faltas cometidas pelos jogadores do time da Catalúnia também demonstra que a equipe não teve a calma necessária para não revidar as provocações do adversário. O River procurou equilibrar o jogo com a estratégia já esperada de irritar o adversário, mas a técnica dos espanhóis superou estes deslizes.

A diferença de desempenho mostrada em campo neste jogo do Mundial de Clubes é o espelho do futebol praticado nos dois continentes. Em análise fria, o futebol europeu mostra nível de organização tática e de objetividade mais elevado e está acima dos padrões praticados nas outras regiões do planeta. Desta forma, fica evidente que somente equipes europeias de tradição, que possuem basicamente a mesma visão de futebol, conseguem fazer frente ao Barcelona.

A festa da torcida do River Plate foi linda. Mas a arquibancada era o lugar mais longe onde o time argentino poderia ser melhor do que o Barcelona. Em campo não dá. Explico: jogo de mata-mata, ainda mais sendo um só, sem volta, equilibra demais as coisas. Tornaria possível até uma vitória argentina sobre o Barça, em 90 minutos iluminados de metade do River somados a uma pane física e mental dos catalães. Não sendo isso, a diferença de investimento, de planejamento, de técnica, de recursos humanos, dos europeus para os sul-americanos é tamanha que uma vitória deles é quase previsível, uma consquência natural.


E nem foi preciso que Messi e Neymar dessem tudo o que podem...
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Liga dos Campeões da Ásia 2015 - Guangzhou Evergrande Campeão


Muitos torcedores podem ter estranhado a decisão de Luiz Felipe Scolari ter deixado Robinho fora da Liga dos Campeões da Ásia para inscrever Elkeson entre os três estrangeiros do Guangzhou Evergrande. O ex-botafoguense mostrou por que Felipão o escolheu: o atacante marcou um golaço na vitória de 1 a 0 sobre o Al Ahli, que garantiu o segundo título do continente para a equipe chinesa e a presença no próximo Mundial de Clubes da FIFA.

Em 2013, Elkeson já havia sido o herói da primeira taça continental marcando nos dois jogos das finais contra o FC Seoul. Neste ano, após empate de 0 a 0 na partida de ida, em Dubai, o ex-botafoguense garantiu o 1 a 0 aos nove minutos do segundo tempo para delírio da torcida do Guangzhou Evergrande, que lotou o estádio Tianhe Sport Center: o camisa 9 recebeu na área, deu um drible de letra entre as pernas de um rival e chutou na saída do goleiro do Al Ahli. Golaço.

- Esse título é muito especial para mim. Esse ano fiquei quatro meses afastado dos gramados por conta de uma lesão muscular. Me esforcei muito no tratamento para conseguir voltar nessa reta final. Agradeço a confiança do Felipão, que sempre me deu muito apoio. Graças a Deus pude retribuir com o gol do título, sem dúvidas, um dos mais importantes da minha carreira. O time todo está de parabéns. Fizemos um ótimo trabalho. Agora, vamos em busca de um bom resultado no Mundial - disse Elkeson.

Além do ex-botafoguense, Felipão contou com o volante Paulinho e o atacante Ricardo Goulart em campo (Robinho, Alan e Renê Junior não foram inscritos no torneio continental). Pelo Al Ahli, atuaram o meia Éverton Ribeiro e o atacante Lima (ex-Benfica). Goulart não balançou a rede na decisão, mas foi eleito o melhor jogador da competição pela Confederação Asiática de Futebol (AFC).

O título confirma a ascensão meteórica do Guangzhou Evergrande no futebol asiático. Até 2010 na segunda divisão da China, o time recebeu grande suporte financeiro de uma empresa da cidade, contratou alguns nomes famosos e é pentacampeão chinês (de 2011 a 2015). Em 2013, com Conca e Marcello Lippi como estrelas, ganhou a Liga dos Campeões pela primeira vez.

A equipe de Felipão já tem data para estrear no Mundial de Clubes: 13 de dezembro, contra o América do México. Se passar pelo representante da Concacaf, o campeão asiático terá a difícil missão de pegar o Barcelona na semifinal, quatro dias depois, em Yokohama. A final do torneio da FIFA está marcada para 20 de dezembro.

Em 2013, o Guangzhou, então treinado por Lippi e com Conca no elenco, conseguiu chegar à semifinal do Mundial após eliminar o Al Ahly, do Egito, mas caiu por 3 a 0 para o poderoso Bayern de Munique (depois campeão com vitória sobre o Raja Casablanca na decisão).


Felipão assumiu o time chinês em junho deste ano, no lugar do italiano Fabio Cannavaro. Sob o comando do brasileiro, o time conquistou o penta nacional e agora o bi asiático. Este é o terceiro título continental por clubes do técnico, que também venceu a Libertadores por Grêmio (1995) e Palmeiras (1999). 
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Liga dos Campeões da África 2015 - Mazembe Campeão


Carrasco do Internacional nas semifinais do Mundial de Clubes de 2010, o TP Mazembe, da República Democrática do Congo, terá a oportunidade de disputar o torneio mais uma vez em dezembro, por ter se sagrado campeão africano pela quinta vez.


Os congoleses, com o folclórico goleiro Kidiaba em campo venceram o USM Alger em casa por 2 a 0 na partida de volta da Liga dos Campeões do continente, depois de ter superado o adversário por 2 a 1, na Argélia.



Depois de um primeiro tempo equilibrado, o zambiano Mbwana Ally Samata abriu o placar de pênalti aos 29 minutos da etapa final, e o marfinense Roger Assale selou de vez a classificação do Mazembe nos acréscimos.



Com cinco títulos continentais, o time congolês iguala a marca do Zamalek, mas o recorde pertence a outro time egípcio, o Al-Ahly, com oito títulos.



No Mundial, o Mazembe estreará nas quartas de final, contra o vencedor da fase preliminar, entre o campeão japonês e o Auckland City, da Nova Zelândia.



Se avançar à semi, enfrentará o River Plate, campeão da Libertadores, e só poderá pegar o Barcelona na decisão.




Em 2010, o Mazembe impressionou os torcedores brasileiros ao vencer o Internacional por 2 a 0. Na final, acabou derrotado pelo Inter de Milão, por 3 a 0. Se concretizar o sonho de avançar à decisão novamente nesta edição, o rival pode ser o Barcelona.
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